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Ensinamentos de Tia Neiva – CD Nº 01

Salve Deus, meus Filhos.
Porque o Pai Seta Branca adverte o seguinte:
“ – Ensine o Homem, ensine as coisas boas ao homem que ele deixa de
errar nas coisas que lhe prejudicam.”
Então, eu fico pensando, será que, será que eu não ensinei nada?
Será que alguém deixou de aprender?
Salve Deus!
Eu estou com essa história na cabeça, porque aqui, aqui entre nós, tá
tendo muito Mensageiro de Asinha Negra...
Mas esses mensageiros, eles não ficam felizes enquanto não fazem a
derrota de alguém. Ninguém pode ser feliz nesse mundo... Ele é que se estraga,
ele é que se arrasa realmente.
Porquê as coisas que vocês falam um do outro, eu não ponho na
Contagem, na nossa Contagem Universal. Eu só digo, só afirmo e considero as
que eu vejo pelos meus olhos de Clarividente em Nome de Nosso Senhor Jesus
Cristo. (1)
Salve Deus!
Eu tô vendo muita coisa surgindo por aí, vamos deixar essa posição de
mesquinharia, de disse me disse, coisinhas, fulano...
Olha meus filhos, vamos deixar as mesquinharias, vamos ver se a
gente se une, mas se une mesmo, nesse Amor bacana, que nós precisamos um
do outro. Mas só chegue perto do seu irmão quando você conhecer a você
mesmo.
Nós temos por obrigação de conhecer a nós mesmos. Nós temos que
nos conhecer, a gente tem que conhecer dentro de nós o que realmente nós
temos capacidade pra ser, pra emitir, pra querer.
Porquê quando a gente conhece a gente mesmo, a gente olha pra
outro se pensa que ele está errado, que todo mundo tá falando, que todo mundo
tá levantando falso testemunho, você conhece a você mesmo:
“Puxa, se eu estivesse no lugar daquela pessoa, eu tenho que levantar
aquela pessoa...”
anoro@valedoamanhecer.com
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E assim, você acaba vendo que só existe uma coisa, um Deus e uma
Verdade, e a Verdade, sabe qual é? Você conhecer dentro de você. É tão
bacana, sabe. (2)
Salve Deus!
Então minhas filhas, e meus filhos, principalmente vocês Jaguares, eu
vou avisar: A coisa que eu tenho mais horror e mais desprezo é gente fuxiqueira,
gente que faz fuxico, fuxico que inferna a vida do outro, principalmente casal.
Salve Deus.
Vamos cuidar da nossa própria vida e deixar o nosso vizinho. Vamos
deixar essas mesquinharias!
Porque, porque essa casa é o Amor, o Amor de Jesus, o Amor
Absoluto. Vamos amar a Jesus, Pai Seta Branca, e deixar essas coisas, e viver a
vida do lar, a vida de Amor, esquecer dos nossos vizinhos, que nós não temos
nada com os nossos vizinhos!
Salve Deus!
Agora, meus filhos queridos do meu coração, eu tenho Amor a vocês
que só Jesus, só Jesus pode saber!
Salve Deus!
Vamos cuidar da Doutrina, simplesmente da Doutrina, vamos viver
essa Doutrina maravilhosa.
Esse Vale há de ser uma Terra Santa que tá impregnando nesse
mundo inteiro, as nossas mãos curadoras, os nossos olhos que reflete uma luz,
um poder iniciático, a nossa fala, a nossa palavra, a vida de amor!
Salve Deus!
Tia Neiva
Confere com o contido no CD Nº 01 de Aulas na Voz de Tia Neiva, arquivado em
meus acervos doutrinários.
Marcos Antônio de Souza – Adjunto ANORO
Transcritor
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Poema "A jornada de uma Clarividente"


As fotos na parede
Contam sua trajetória
Enfeitam a Casa Grande
Recanto da memória
Foi ali que ela viveu
Hoje virou um museu
E guarda sua história


Parecia uma cigana
Vivia toda enfeitada
De brincos e pulseiras
A boca avermelhada
Era uma mulher morena
Como aquelas do cinema
De madeixas onduladas


Os sulcos na pele
Ditam os anos percorridos
Em caminhos tortuosos
Nunca antes conhecidos
Mergulhou de peito aberto
Em um destino incerto
Como havia decidido


Seu olhar adiante
Construiu um império
E nos faz imaginar
Aquele mundo etéreo
Pois agora vou contar
Solte a mente pra voar
Nesta história de mistério


Mais um dia de trabalho
O sol vem lhe avisar
Ela sobe no caminhão
Como se fosse um altar
Sua lida é um enduro
Na cidade do futuro
No cerrado a desbravar


No caminho, a tragédia
“Ó, meu Deus, o que eu fiz?
Seu guarda me ajude,
Atropelei um infeliz”
“Não há sinal de acidente,
Procure um terreiro urgente”
Disse o guarda como quis


Foi o passo inicial
De uma longa jornada
Neiva ainda viveria
Confusa e angustiada
Sinais de insanidade?
Poder da mediunidade?
A dúvida será sanada


Nascida em Sergipe
Foi em Goiás que cresceu
Com 17 estava casada
Aos 24 o marido perdeu
São 4 filhos pra criar
Beto, Carmem, Vera e Oscar
A afilhada recebeu


“Moça boa” era Gertrudes
Fiel por toda a vida
Ajudou Neiva a poupar
Os filhos da vida sofrida
De costureira a ambulante
Até motorista itinerante
Foi Neiva pela vida


A convite de amigo
Foi ao Planalto Central
Não faltaria trabalho
Na construção da capital
De lá pra cá dirigia
Enchendo a carroceria
De candangos e material


Motivo de deboche
Preconceito quase hostil
Nada iria atingir
Seu impulso juvenil
Aos 32 estava em vista
Reconhecida por revista
Como a primeira do Brasil


Primeira caminhoneira
Contou a “Quatro Rodas”
Mas sem eira nem beira
Sentiu puxarem a corda
Seu destino mudaria
Com espíritos viveria
Uma nova vida acorda


As visões aumentavam
Fugir, rezar, dizer amém?
Neiva muito questionava
Vale a pena ir além?
Recebia obsessores
E espíritos promissores
Com ajuda de Mãe Neném


O espírito Mãe Yara
Foi muito clara e franca:
“Sem luta não há evolução
Sem amor a vida é manca
Tua missão é divina
Vai criar uma doutrina
És missionária de Seta Branca”


Ele é um espírito de luz
Há milênios tem a missão
De socorrer a humanidade
Nos momentos de transição
Já viveu no planeta Terra
Livrou o povo de guerra
Em uma encarnação


Neiva perpetuaria
Pai Seta Branca e seu saber
A doutrina de Alan Kardec
Começou a entender
A muitos ela ajudava
De uma estrutura precisava
Nascia o Vale do Amanhecer


Toda a orientação
Valores e aprendizado
Foram de um tibetano
Umahã era chamado
Com o mestre no Tibet
Via um caminho de fé
Ele guiava o traçado


Neiva, a clarividente
Fazia o transporte
Seu espírito viajava
Ia para outros nortes
Gastava suas energias
Quase sempre adoecia
A saúde era sem sorte


Cooperação e caridade
A família a valorizar
Sentimento e dignidade
Missão de Neiva propagar
O Vale então crescia
A corrente se expandia
Até onde iria chegar?


Dizem que certa vez
Uma moça bem vestida
Chegou em seu carrão
Desceu esbaforida
“Meu cachorrinho morreu,
Era como um filho meu”
Insensatez desmedida


Tia Neiva percebeu
Que era grave o caso
A morte de um cachorro
Transformou-se num arraso
“Vamos atender com amor
Cada um tem sua dor
Ninguém merece descaso”


Na entrada já se vê
Muita pedra e alvenaria
É o Templo do Amanhecer
Várias cores irradia
Por fora, elipsoidal
Dentro, todo o ritual
Onde a cura se inicia


Transitando pelo Vale
Estão Ninfas e Jaguares
Portando indumentárias
De Falanges singulares
Tem as gregas e ciganas
Egípcias, franciscanas
Divindades seculares


Eles vivem da missão
Ajudar a humanidade
Em busca da evolução
Da espiritualidade
Suportar todos os carmas
Essa é a grande arma
Pra alcançar a divindade


Os adeptos acreditam
Que à Capela retornarão
O planeta de origem
Onde logo chegarão
Um mundo evoluído
Que será usufruído
Por nova civilização


A doutrina se propagou
Por diversos países
Do Brasil ao Japão
Criando suas raízes
300 mil a difundir
Sempre devendo seguir
Da matriz as diretrizes


Neiva Chavez Zelaya
Persistia na caridade
Com um terço do pulmão
Aos 60 anos de idade
Até a gota final de ar
Manteve a força do olhar
Era a sua identidade


Nunca houve um domingo
Tão triste e silencioso
Tia Neiva deixava
Seu legado amoroso
Cumpriu sua missão
Deu sua colaboração
Por um mundo mais honroso



Isabel de Assis Fonseca e Luiz Prestes
,  2/23/2007.
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Legião do Mestre Lázaro

  

Mestre Lázaro, Terceiro Sétimo de Xangô, isto é, um comando, portador das Forças da Terra, tanto na Linha Africana como na Linha do Amanhecer, apresentando-se na figura missionária de força desobsessiva.

Mestre Lázaro recebe, diretamente de Pai Seta Branca, as missões de atendimento aos trabalhos elaborados pelos Jaguares. São muitas as suas responsabilidades, mas a principal é com a captura de espíritos que estão em poder dos nossos irmãos das Trevas.

Sua Legião é formada por um conjunto de Cavaleiros do Espaço que, com suas redes magnéticas e com suas vibrações de Luz e Amor, vão às cavernas, nas Trevas, em busca de espíritos ali aprisionados e que clamam pela Misericórdia Divina.

No seu atendimento aos trabalhos e rituais do Amanhecer, penetram em locais de difícil acesso, por causa das fortes correntes negativas e do pesado padrão vibratório, que se tornam inacessíveis a outros Espíritos de Luz. Em suas investidas, formam como as legiões romanas se apresentavam nos combates, em grupos de cavaleiros, revestindo-se com uma força tão grande que são temidos até pelos grandes condutores de espíritos sem Luz. 

    
      “A cada dia está mais complicada a situação. Porém, tudo começa a tomar novos rumos.

Estou me acalmando um pouco mais porque, nesta madrugada, fui conduzida a um pavilhão enorme, com alas de guardas como se não tivessem fim.

E qual não foi minha surpresa? Um rico casal sentado em um trono... e foram me dizendo o que bem lhes interessava:

- Neiva! - disse-me ele - Sei que estás vivendo as horas difíceis de um líder na Terra. Porém, tenha paciência. Muito em breve a Terra tomará novos rumos. Tudo o que estás atravessando é o final para uma transformação. Não percas as esperanças, porque milhares de pessoas estão aguardando os recursos de que você já dispõe. Não percas o bom humor! Por qualquer irritação, no seu subconsciente, há uma pequena regressão no campo de sua evolução e de sua força. Não percas a tolerância. Além da planície, surge a montanha e, depois da montanha, surge o horizonte infinito... Não percas tempo, e vá servir, porque vieste para servir! Neiva, hoje ou amanhã prestarás conta de tudo... Pense na paciência inesgotável de Jesus!...

- Onde estou? - por fim perguntei.

- Estás na Legião do Grande Mestre Lázaro. Deus te abençoe, Neiva. Estamos aqui por sua missão!

Despertei, sentindo-me como um leão, e, em Cristo, o amor dos justos. Que Jesus me ilumine.”                                     

(Tia Neiva - Pequeno Diário, 10.10.78)
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Conduta Doutrinária - Trino Tumuchy – Mestre Mário Sassi

Aula ministrada pelo Trino Tumuchy – Mestre Mario Sassi
Salve Deus!

A Conduta Doutrinária, a própria palavra indica, é “conduzir-se de acordo com a Doutrina”.A nossa Doutrina então tem o aspecto ritualístico, tem o aspecto filosófico, e tem o aspecto moral, certo? Muito bem, então o Médium tem todas as referências, tem todos os pontos de indicação para o seu comportamento, para a sua conduta.Você quer se conduzir de quê maneira? Você quer ser isso, quer fazer aquilo, você tem essa intenção, tem aquela intenção, não importa, não importa. Você tem já um hábito, você tem situações, problemas anteriores, condutas anteriores, resultados de condutas anteriores, enfim, tem a soma da sua vida.Agora, a partir do momento que você se torna Médium desta Corrente, você tem uma maneira de aferir, de comparar o seu comportamento, entendeu? Você pensa assim, bom, como é que eu faço naquele caso, naquela dívida daquele homem, como é que eu faço, aquela ofensa que o sujeito me fez, como é que eu faço em relação a isso ou aquilo, aquelas mil perguntas que você se faz para você decidir a sua vida, você tem um ponto de referência pra saber o que é o certo e o que é o errado, então você se conduz de acordo com a Doutrina.Agora, a Doutrina não tem um policiamento da sua conduta, não tem nenhuma, ninguém vai atrás de você pra saber se você fez certo ou errado, ou, não compete a essa Doutrina te corrigir, ela apenas te dá a indicação do que é o certo e do que é o errado.Agora, há uma certa confusão da Conduta Doutrinária, em termos da Conduta Ritualística, da Conduta Mediúnica, da Conduta, vamos dizer assim, do comportamento técnico dentro da Corrente.Então, muitas pessoas pensam que Conduta Doutrinária é só a maneira correta de se vestir, de fazer seu Ritual, de fazer as coisas.Isso também é Conduta Doutrinária, mas não é somente isso que é a Conduta Doutrinária.A Conduta Doutrinária é realmente todo o conjunto da vida da pessoa, em relação a uma Doutrina que é completa e que é perfeita.Isso que é preciso entender, e eu tive essa oportunidade de responder a essa pergunta ao pessoal de um Templo, que me fizeram essa pergunta dividida em várias perguntas, e eu vi que havia muita confusão.Conduta Doutrinária não é só marchar direitinho, ter o Uniforme, feito um Soldado, mas é conduzir sua vida de acordo com uma Doutrina que existe, certo?E uma Doutrina que ensina, inclusive dentro da Doutrina e da própria Conduta Doutrinária, a não corrigir ninguém, não olhar o comportamento dos outros, mas olhar o seu comportamento, não olhar o cisco que está no olho do seu irmão, e não enxergar o pau que está no seu olho, a tora que está no seu olho, isso é Conduta Doutrinária.Conduta Doutrinária é que ensina você a diferença que há entre Amor e Desamor, você sabe perfeitamente o que é Amor, porque a Doutrina te ensina com toda clareza.E você sabe quando você age com Desamor, você sabe quando você, por exemplo, se aproveita do relacionamento que é estabelecido pela sintonia, pela irmanação que você faz dentro da Corrente, dos encontros, das situações, você sabe quando está se conduzindo certo ou errado.Então, ter uma Conduta Doutrinária, é pautar, é conduzir, é se comportar de acordo com aquilo que a Doutrina nos ensina. E ela nos ensina não só pelos textos, como por exemplo, o Evangelho que nos fala do Amor Incondicional, a Tolerância, a Humildade, ela não nos ensina só por isso, ela nos ensina pelos exemplos todas as horas, o dia inteiro, em qualquer contato que o Médium tenha com essa Corrente, ele vê acontecer as coisas, a maneira como as pessoas agem, não agem, como reagem, vê a maneira do comportamento, vamos dizer assim, como é que a Clarividente conduz a sua Missão, vê como é que os Mestres trabalham, vê como é que os Clientes reagem diante...Tudo isso são lições o dia inteiro, a qualquer momento, a qualquer hora, em que você determina o que é uma Conduta Doutrinária com clareza. Agora, você determina para você, e você se comporta ou não!Quando você sai fora daquilo que seria a Lei do Amor, da Tolerância, da Humildade, e principalmente no seu relacionamento com as Entidades, principalmente no seu relacionamento, por exemplo, qual é o seu comportamento como Médium, a sua Incorporação, a sua autenticidade, a assimilação de uma Mensagem, a maneira como você se entrega ao Trabalho, a maneira como você procura se desapegar dos seus próprios orgulhos, das suas interferências pessoais, tudo isso é Conduta Doutrinária, entenderam?Então, é preciso entender bem isso, que não é simplesmente como está sendo interpretado, falar os textos direitinho, usar o uniforme direitinho, cumprir todos os rituais direitinho, só isso não basta! É uma Conduta! Quer dizer, é a maneira como você se conduz, e abrange todos os atos de sua vida!O Mestre perguntou: “Mas quando você está sem uniforme, fora daqui...”. Perfeitamente! Você é um Iniciado! Você é um Ungido, você é um Sacramentado, você conduz dentro de você toda aquela Energia, aquela Força, toda aquela Sintonia com os Planos Espirituais, você está irradiando, você está recebendo, mesmo que você não esteja consciente, em qualquer ato da sua vida fora daqui!Então, se você, por exemplo, resolver dar mau exemplo, entrar num botequim, tomar uma cachaça, o outro de lá vê assim: “é Médium da Corrente, esse aí é Médium lá da Tia Neiva, tá aí bebendo...”, ou o Médium que foi utilizar a sua Indumentária pra pular no Carnaval, coisas dessa natureza, assim absurdas, mas tem outras coisas menores que não são tão absurdas, e que determinam uma Conduta.Agora, a Corrente não vai controlar sua vida, ninguém controla sua vida, você é o único e exclusivo responsável pelos seus atos!Salve Deus!
Mário Sassi – 1º Mestre SolTrino Tumuchy


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Palavras marcantes de Tia Neiva

· Deixe que a luminosidade divina ilumine o teu ser!... Feche os olhos físicos e abra os olhos do espírito, para que Jesus possa entrar...
· Cada criatura recebe de acordo com o que merece!
· equilíbrio moral é o princípio e o poder de todas as coisas.
· A Ciência e a Fé, distintas em suas forças e reunidas em uma ação para dar ao espírito do Homem uma regra que é a Razão Universal.
· Nada na vida acontece sem o despertar de um poder!
· Quando temos a missão de enxugar as lágrimas dos outros, não temos tempo para enxugar as nossas...
· No ciclo iniciático da Vida, ninguém é de ninguém... Na missão, no destino, alguém se liga a alguém.
· Não peço disciplina, porém harmonia e dedicação do espírito espartano que sabe marchar para a Vida e para a Morte com o mesmo esclarecimento do espírito da Verdade!
· chakra da Vida exige o equilíbrio da matéria. Sendo assim, os nossos Mentores se preocupam com nossas profissões e negócios, na medida do possível.
· Somos uma máquina a sermos burilados pelos nossos próprios destinos.
· Somente o Amor nos guia e nos testa a todos os instantes de nossas vidas cármicas.
· Sofremos o impacto da Vida e da Morte.
· Cada espírito se identifica na individualidade que o sustenta com seus fluídos.
· Homem sempre sabe o que tem ao seu redor.
· No Homem se acentua uma complexidade de coisas, efeitos incomparáveis, porém o mais terrível de todos é a vibração de pessoas irrealizadas.
· Cada indivíduo imprime certa modificação à sua aura, de conformidade, também, com suas necessidades de como ou onde vai reencarnar.
· A alma humana é o produto da evolução da força através do reino de sua natureza.
· mundo é um hospital onde a cura é a própria desobsessão.
· Cada indivíduo é um cenário diferente, porque age na sua individualidade.
· Cada aparelho sensitivo recebe a transmissão e transmite ao cérebro, que é o órgão da inteligência, a impressão de uma certa ordem de fenômenos.
· espírito que soube escolher sua mãe material tem mais condições, mais facilidade de se evoluir, porque toda evolução é amor!
· A sede do Amor está na alma.
· Só tomamos conta de nós nas coisas que caem em nossa individualidade, que remoemos junto ao coração.
· Toda obra humana, toda, sem exceção, cria no espírito a imagem do pensamento e só depois se materializa.
· Quanto mais evoluído o espírito, mais poderoso se torna o seu pensamento criador.
· A aura capta as forças pela ternura dos seus bons pensamentos.
· Há uma lei imutável, que nos cobra centil por centil!
· Decepcionar os outros é o mesmo que assassinar, matar as ilusões, os sentimentos dos que acreditam em nós!
· Quando chego no Templo ou nas horas de trabalho, esqueço de Neiva e passo a viver somente Tia Neiva.
· Só conhecemos que estamos evoluídos quando não estamos nos preocupando com os erros dos nossos vizinhos!
· A mente enferma produz o constante desequilíbrio.
· Amor tem três fases: o Amor Espiritual; o Amor Condicional, isto é, o amor equilibrado por um débito transcendental, amor pelas nossas vítimas do passado; vem, então, o amor construtivo, que é o Amor Incondicional.
· recalque é o sentimento dos que não têm capacidade de assimilar os seus conflitos.
· Ser honesto em todos os sentidos! Não se esqueça de que, por mais escondido que esteja, a sua sombra poderá ser vista!...
· A nossa responsabilidade é grande demais pelo compromisso que assumimos, nos Planos Espirituais, para sermos o socorro final nesta Nova Era.
· Irei sempre às matas frondosas do Xingu, em busca das mais puras energias para o conforto e harmonia da cura do corpo e do espírito e para o desenvolvimento material de vossas vidas...
· Não somos políticos. Porém, temos como obrigação obedecer às Leis e cumprir com dignidade o que nos regem os governantes de nossa Nação.
· Existe um céu espiritual ao nosso alcance!
· Sabemos que nossas vidas são governadas pelos nossos antepassados e que tudo vem do princípio doutrinário que nos rege.
· A consciência fecha o ciclo evolutivo da força psíquica sensitiva.
· Homem vive e se alimenta das coisas que Deus criou.
· Tenho que guiar esta nave espacial que é a Doutrina do Amanhecer...
· Junto a mim, na longa estrada, em direção à porta estreita, está comigo o Doutrinador!
· enigma do mundo tem, agora, um farol que brilha: o Doutrinador!
· Com um pouco de reflexão poderás concluir as mensagens e se souberes colocar esta candeia viva nos mais tristes recantos da dor, mais uma vez poderás aliviar e esclarecer os incompreendidos.
· espírito, na Terra, está sempre indeciso entre as solicitações de duas potências: sentimento e razão.
· A alma se revela por teu pensamento e, também, pelos teus atos.
· Jesus nos coloca como discípulo ao alcance dos Mestres.
· Todos nós temos um amor, um grande amor na nossa vida, que diz ser a nossa alma gêmea!
· Quando estamos em paz com a gente mesmo, nada nos atinge.
· Vamos equilibrar os três reinos de nossa natureza e pagar com amor o que destruímos por não saber amar...
· Deus fez o Homem para viver cem anos neste mundo e ser feliz no livre arbítrio.
· Assumimos o compromisso de uma encarnação e, juntos, partimos, não só pelas dívidas e reajustes como, também, pelos prazeres que este plano nos oferece.
· Estando no espaço e devendo na Terra, nos sentimos desolados e inseguros, porque estamos ligados pelas vibrações contraídas.
· A inveja e o ciúme são frutos da insegurança.
· Quanto maior for o conhecimento dentro da conduta doutrinária, quanto mais participarem dos trabalhos no Templo, mais confiança vão adquirindo e, assim, a insegurança vai acabando.
· Deve ser evitado o excesso de confiança, pensando A nossa pista é longa e, por cima dela, estamos a apagar os nossos rastros...
· Confio em vós outros na evolução desta Corrente, porque o Pai Seta Branca não segurou minha mão, nem mesmo nos primeiros passos de minha vida iniciática!
· Os fenômenos somente não nos esclarecem. Pelo contrário, nos trazem conflitos...
· A língua é o chicote do corpo!
· Só devemos falar quando há alguém que nos ouça e entenda: “Eu sou aquele que fala e cala quando deve”.
· Remontamos séculos, atingindo nossos ensinamentos e nossas heranças transcendentais,
· porque sabemos que tudo vibra e irradia neste Universo, onde tudo é força, é luz, é vida!...que nada mais tem a aprender, e cair no feio abismo da vaidade!
· Sempre que envergarem seus uniformes, suas indumentárias, devem deixar que a individualidade passe a conduzi-los.
· Vamos, mesmo que com esforço, nos tornarmos prestativos, cuidando de tudo e de todos com atenção e carinho, fazendo com que as pessoas se sintam bem com nossa presença.
· É preciso ter muito cuidado para não decepcionarmos os que nos cercam!...
· Negar a possibilidade de uma revelação divina, feita em diversos tempos e por diversos modos, é o mesmo que negar a tradição falada e escrita de todos os povos.
· A nossa alma sofre a falta do calor místico extrasensorial que repousa no centro coronário de nosso Sol Interior, nosso plexo.
· Pondera o chão sob os teus pés e verás que todos os teus caminhos serão retos!
Retirado do Manual das Dharman Oxinto


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Tiãozinho e Justininha

 

Salve Deus!
Meu filho Jaguar:
Em uma bela Fazenda situada no município de Ponta Porá, Estado do Mato Grosso, tendo como proprietário o Sr. Germano Perez, com sua esposa Dona Guiomar Perez e seus três filhos...
Sua filha mais velha, bela mocinha nos seus 14 anos de idade, cabelos compridos e louros, olhos negros “rasgados”; a bela jovem chamava-se Justininha Perez.
Ali vivia em completa harmonia esta honesta família. O Sr. Germano tinha grandes negócios de animais em criação de variável qualidade. Apesar de sua nacionalidade paraguaia, já sentia-se naturalizado brasileiro.
Em 1915, eu, Sebastião Quirino de Vasconcelos nos meus 18 anos de idade, filho de dois velhos fazendeiros de Mato Grosso, Joaquim de Vasconcelos e minha mãe, Dona Persínia Quirino de Vasconcelos. Meus pais muito me amavam, por ser eu firme administrador dos nossos bens...
Certo dia então, meu pai chamou-me e deu-me uma quantia em dinheiro dizendo:
- Meu filho, já tens um pouco de estudo e melhor seria para nós se não precisasse sair daqui. Porém, podias ir até Ponta Porá comprar uma partida de gado e soltar nestas invernadas. Esta é a melhor maneira de empregar o teu dinheiro. Dizem que na Fazenda Perez, tem um gado sadio e por bom preço. Sim meu filho, em breve casará e deves desde já cuidar do teu futuro. Vá meu filho, aproveita estas invernadas.
Três dias depois destes conselhos, equipei uma tropa de bons animais, com 5 vaqueiros armados com seus Bacamartes(1) de chumbo grosso. Sim, era muito perigosa aquela região, infestada de onças traiçoeiras... Levei também dois Comandantes, peritos em guiar boiadas e um crioulinho por nome Zeferino, de minha inteira confiança, pois o mesmo fora criado junto comigo fazendo nos considerar irmãos. Porém, eu era bem claro e ele pretinho como piche. Levamos cargueiros com apetrechos de cozinha. Com a bênção dos meus pais, as recomendações de minha boa mãe, partimos com destino a Ponta Porá.
Gastamos longos 20 dias. Ficamos conhecendo uma porção de lugarejos, onde parávamos para descansar os animais...
Muitas moças namorei na minha bela idade.
Então chegamos na bem formada Fazenda de criações. Ao chegarmos fomos recebidos por um senhor gordo, de aspecto bonachão. Veio ao nosso encontro dizendo ser o Sr. Germano. Mandou-nos entrar e deu ordens para nos servir o jantar. Depois fomos nos sentar na ampla sala de visitas, quando entrou uma mocinha com belas tranças, em sua graça angelical. O senhor Germano disse:
- Justininha, minha filha! Venha até aqui conhecer estes cidadãos. E, apresentando sua filha, nos disse em seguida: - Esta é a minha filha mais velha; ela, coitadinha, é muito acanhada e não gosta de festas, não sai de casa a não ser na casa de sua tia, muito sistemática esta menina. Todos pegaram sua mão em cumprimento. Porém, ao chegar diante de mim, olhamo-nos como se já tivéssemos nos visto em outras eras. Senti arrepios percorrerem todo meu corpo.
Depois de passar aquelas primeiras horas, o senhor Germano propôs com Dona Guiomar, que era também uma senhora muito alegre, dizendo:
- Vamos pegar os instrumentos e cantar até a hora de dormir. Todos apoiamos a boa idéia. Vieram alguns tocadores, chegaram também algumas mocinhas. Todos cantavam enquanto os donos da casa, muito alegres, serviam bebidas, doces, biscoitos...
Passado algum tempo, ouviu-se uma exclamação do velho fazendeiro ao deparar-se com sua filha Justininha ali sentada. Sim, pois não era seu costume permanecer em reuniões daquela espécie. O senhor Germano muito satisfeito com a transformação de sua filha, disse:
- Justininha agora vai cantar uma canção oferecida aos viajantes! Ela, muito acanhada, chegou perto de um violonista e começou:
Meu amor nunca chega
Eu me canso de espera
A garça branca me disse
Que ele não ia demorar

Papaizinho me consola
Garça branca vai buscar
Não é mentira do papai
Meu amor já vem pra cá
Todos batemos palmas. Era uma criança aquela bela criaturinha. Depois pediram que eu cantasse. Eu que já me sentia todo apaixonado pela bela Justininha, segurei o violão e comecei:
Morena minha morena
Morena dos sonhos meus
Lábios da cor de verbena(2)
Morena dos olhos meus
Deus por te fazer criança
Deu-te entre as flores mais belas
Dando tua alma de esperança
O teu olhar de estrelas
Quero dormir em teus braços
Aos gozos do coração
Minha alma assim não resiste
Com tanta ingratidão

No mar de tuas madeixas(3)
Quisera me naufragar
Teus olhos negros me matam
De singeleza sem par
Ao terminar todos vieram cumprimentar-me e o senhor Germano disse:
- Jovem! Tens uma bela voz. Acredito mesmo que deixou muitos corações apaixonados...
Hora de dormir, todos foram se retirando e eu fiquei ali junto de uma fogueira ainda meio acesa. Cheguei a distrair-me pensando: É verdade. Sempre sonhei com uma criatura como esta. Sinto mesmo ter matado toda a saudade que vivia alimentando sem mesmo saber por quem. E, com toda aquela paixão, continuava com meus pensamentos quando senti a presença de alguém chegando às minhas costas. Virei-me e qual não foi a minha surpresa... Ali estava ela com sua saia bem comprida, seus cabelos soltos a uma echarpe(4).
Senti fraquejar as pernas. Se não estivesse sentado, por certo teria caído. Ela disse: - Meu paizito mandou-me vir ter contigo, porque disse que tu és jovem de bela família e sente-se triste aqui entre nós. Depois com uma “falinha” angelical continuou: Sabe senhor Sebastião, eu quero que o senhor cante novamente aquela canção, gostei tanto! E escondendo seu lindo rostinho perguntou: - Foi para mim que o senhor cantou? Se foi para mim, recite-a agora, sem música, quero ouvi-la novamente.
Eu que não tirava os olhos daquela pequena fada, disse: - Dona Justininha, a senhora quando cantou, disse que seu amor estava longe, porém já vinha para ti, é verdade que ele existe e que teu pai bem o conhece? Responda-me porque eu a amo e quero que seja minha esposa. Ela sorriu e respondeu:
- Não, não! Eu não tenho nenhum amor... Sinto uma grande saudade, que eu mesma não sei de quem, só sei que ele existe e um dia chegará e me levará para longe daqui. E, virando-se para mim, perguntou: - O senhor vem de longe, muito longe?
- Sim! (Respondi e perguntei) – E tu, tens coragem de casar-se comigo e juntos irmos embora?
- Sim, sim! (Respondeu ela) – Se és tu o meu amor, casar-me-ei e partirei; isto é, se papaizito e mamãezita consentirem. (e concluiu) – É verdade! Tu cantaste para mim. Porém não gostei, porque parecia que olhavas com ternura para Marinalva, aquela sirigaita(5) que eu não suporto... E tu também bateu palmas quando cantou a Maura. Sabe? Não gostei. Fiquei um pouco sem graça, quase com raiva e não quis mais cantar. Eu que já ia cantar uma canção tão linda para você. (e concluiu com firmeza) quando você quiser alguma coisa, peça para mim que eu mesma virei trazer-te. Pode dirigir-se a mim, ouviu? Não precisas pedir nada as outras moças. Eu mesma o atenderei.
E ao ouvi-la, pensei: Como é singular esta moça! Cada vez mais me sentia apaixonado por aquele anjo. Disse-lhe então: - Justininha, nada quero com estas moças. Estou apaixonado por você e quero casar contigo se teus pais consentirem. Amanhã irei embora, e marcaremos um dia para eu voltar e pedir-te em casamento...
Logo depois chegou o senhor Germano dizendo: - Meu rapaz, estás de parabéns, porque minha filha bem parecia um bichinho e, no entanto, pelo que vejo tornou-se sua amiga. Parabéns meu jovem, parabéns.
Sorri como resposta e fomos dormir.
No outro dia bem cedo, entramos em negócio do meditado gado, fiz o devido pagamento, juntei meus empregados e tudo ficou pronto para partir. Na hora da despedida, fui ter com os velhos. Senhor Germano contou-me então que tinha muitos anos ali e que sentia vontade de passear um pouco com a família. Foi então que ofereci nossa casa, ficando marcado assim: Logo que pudessem iriam passar uns dias conosco em nossa fazenda. Justininha veio ao curral despedir-se de mim. Disse-lhe que logo eles conheceriam também os meus pais. Ela saiu chorando e eu senti algo atravessar minha garganta a sufocar-me. Parti com meu povo, levando o gado que contava 500 cabeças. Passávamos por outros lugares, porém eu não tinha mais alegria. Meu coração ficara ao lado da pequena paraguaia. Os meus companheiros riam-se de mim dizendo: - A paraguaia parece que prendeu o coração do patrãozinho! Os outros sorrindo confirmavam: - É verdade, pelo que vemos vai ter festança em breve. E continuavam brincando comigo.
Na verdade eu já sentia ânsias de gritar aquele amor que me sufocava o peito. Notei então, que Zeferino estava como eu. Sentindo vontade de saber a causa de sua tristeza, fui ter com ele e ficando nós dois a sós, perguntei-lhe o que estava acontecendo. Ele baixou a cabeça e disse quase a chorar: - Tiãozinho, é verdade, gostei daquela crioulinha por nome Tianinha, que foi criada com Dona Guiomar. Não sei Tião, mas se eu não me casar com ela, morro de paixão. E sei que ela também morre.
Eu que tudo escutava fiquei boquiaberto. Resolvi então contar a minha situação pela linda paraguaia, e animei-lhe dizendo que tudo faria para vê-lo feliz. Ele ficou tão alegre que agarrando-se ao Bacamarte, mirou ao alto disparando um tiro de salva ao nosso colóquio. Sob o impacto do estampido, tivemos tanto susto que quase caímos de costas. Depois sorrimos ao vê-lo alegre a dizer: - Vou me casar com Tianinha, vou me casar! Convido a todos para o meu casório...
Depois daquele descanso, seguimos novamente nossa viagem.
Assim, sofrendo e brincando chegamos em casa. Minha mãe e meu pai já estavam preocupados e saudosos. Fizeram grande festa à nossa chegada. Fui então ter com Martinha, minha antiga namorada a qual muito surpreso me deixou. Nos meus dois meses de viagem, ela ficara noiva de outro...
Nos dias mais calmos eu ia contando aos meus pais tudo o que se passara na viagem, em casa do senhor Germano e até mesmo como nos tratou o bom senhor. Cheguei a contar que Zeferino pretendia casar-se com a Tiana, contando mesmo todos os pormenores. Meus pais ficaram então simpatizando com a tal família, a ponto de desejar sua visita.
Passara-se um ano e eu já não tinha paz de espírito, senão pensar na minha bela paraguaia. Zeferino começava a perder as esperanças. Foi então que chamei meus pais e pedi que mandassem um portador com um convite ao senhor Germano para vir passar o Natal conosco. Logo o mesmo partiu e ficamos à espera. Passados alguns dias, chegou a notícia que chegava toda a família Perez.
Eu estava em um dos currais quando quase sem fala, chega Zeferino correndo e agarrado em meus braços gritava e pulava: - Chegaram! Chegaram! Ela já estava lá em casa. Saí também correndo. Ao longe já se viam os animais parados à porta. Foram dias de grandes festas, os velhos ficaram muito amigos e tudo era alegria. Alguns dias depois foi celebrado o casamento de Zeferino e Tiana. Um mês depois também o meu. Ela vestida de noiva parecia o símbolo da pureza, porém os seus ciúmes eram os mais engraçados possíveis, todos riam dela.
Fomos morar em um retiro perto da sede da fazenda. Lembro-me bem que já estávamos com dois meses de casados e em uma das vezes que fomos visitar os meus pais, lá encontramos umas moças, minhas primas que vieram de Parnaíba visitar-nos. Justininha, ao vê-las ficou com raiva, dando suas birrinhas. Tive então que retirar-me dando desculpas, que não podia ficar ali por motivo de visitar Zeferino. Quando já íamos saindo minhas primas vieram ao meu encontro pedindo que não fosse. Porém, Justininha ergueu-se com um gestinho altaneiro e disse:
- Respeite, ouviram? Ele é meu esposo e quem manda sou eu. Por isso Sinhás Corujas, cheguem perto pra ver...
Depois, virando-se para mim falou: - E você, não gostou?
Fui até onde ela estava, peguei-a nos braços e dei-lhe um beijo, sorrindo daquela cena.
Sim, meus irmãos, quando amamos verdadeiramente, quando estamos com nossa alma gêmea, estamos com a mais doce das mulheres, e em geral aquelas são, aos nossos olhos as mais divinas e belas, originais! Por este amor perdoamos tudo, em recompensa do que nos traz. Éramos eternos namorados, porém seus ciúmes continuavam. Eu bem compreendia, a ponto de achar graça nos seus tão infantis caprichos. Já estávamos com cinco meses de casados quando resolvemos passear na casa de minha tia, onde eu estudara.
Tudo combinado, partimos. Todos em casa gostaram da idéia.
Com todas as recomendações dos velhos seguimos em direção à cidade de Parnaíba. Ao avistar o grande rio senti medo; porém nada disse. Entramos naquela embarcação, em meio ao rio senti que não estávamos seguros e segurei em meus braços o meu amor...
Senti a morte; porém, o resto foi tão repentino que não posso bem descrever. Depois desta perturbação escutei o grito de Justininha que me dizia:
- Tiãozinho! Saia de perto dessa Coruja. E virando-se para uma moça que estava ali junto, continuou: - Saia de perto do meu esposo, Sinhá Coruja! Ele é meu esposo, viu?
Vimos então, que a moça olhava ao longe aquela fatal Chalana(7). Sim, a Chalana que acabava de afundar nas águas do Parnaíba. Depois escutamos gritos de desespero... Olhamo-nos e bem compreendemos que não éramos mais deste mundo exterior. Sim, ali esperamos algum chamado para outras moradias.
Depois de algum tempo assistimos quando chegaram os nossos restos mortais. Justininha tudo reparava e ria achando graça de tudo. Porém, se alguma moça dizia qualquer coisa a respeito do meu cadáver, ela brigava e dizia coisas que me faziam rir. Tudo ali era novidade e motivo de riso para nós. Começava a escurecer e então comecei a temer. Que devia fazer? Ela parecia um passarinho, continuava junto a mim. Era o que me preocupava, sua inocência e sua confiança em mim a tirava de qualquer pensamento mau. Chamei-a e disse:
- Justininha! Somos Espíritos e o Mundo dos Espíritos me parece ser outro longe daqui. Vamos pedir a Deus para que nos mande um Guia seu, para bem nos guiar, pois não sabemos o caminho e temos que chegar até lá.
Ela começou a rezar a ladainha de Nossa Senhora. Eu sabia apenas a Ave Maria, que minha tia havia ensinado. Chegou então um Fidalgo(8) que disse chamar-se Netuno; porém, tivemos medo e não queríamos acompanha-lo e então, começamos a sofrer de um lado para o outro. De quando em vez, nos apareciam aqueles Espíritos que mais pareciam bichos(9), vinham tentando nos agarrar, porém nós começávamos a chamar por Deus e na mesma hora eles se afastavam.
Já estávamos cansados de tanta perseguição, quando chegou novamente o Fidalgo e nos disse:
- Meus filhos! Sempre fui protetor de vocês e no entanto temem, pois se esqueceram de mim. Agora, escutem o que vou dizer-lhes... Nisso ia passando um casal de encarnados e ele então confirmou: - Sim! Vocês são Espíritos! Vou dar-lhes mais uma prova. Vá Tiãozinho, pegue Justininha e passem por eles, falou apontando o casal. Sim, lembro-me, passamos por eles, o casal apenas revelou sentir arrepios e continuaram caminhando. O período que passamos vagando começara a nos deixar em dúvidas quanto a termos ou não desencarnado.
Voltamos então ao nosso Instrutor e o mesmo disse:
- Agora vamos até onde está aquele pequeno grupo de senhores. Era um grupo de homens que conversavam animadamente sobre seus negócios materiais. Passaram-se alguns minutos (nós entre eles) e começaram a sentir-se mal. Um queixava-se de sua enxaqueca, outro dizia estar sentindo um grande peso nas costas... Enfim, se foram deixando-nos a sós. Eu então perguntei a causa daqueles transtornos naqueles senhores, que antes de nossa chegada pareciam nada sentir. Ele sorriu e nos disse:
- Quando vocês passaram pelo casal, tanto quanto em meio aos senhores, lhes foram fornecidos os necessários fluídos(10), força vital. E levando-nos a um certo lugar(11), continuou: Agora procurem ver o quadro dos seus feitos...
Foi então que tudo se clareou para nós. Não tivemos mais medo do nosso Protetor, e seguimos a um Plano de Readaptação(12).
Passamos então sob as exigências da Hierarquia Espiritual.
Hoje, após várias Missões, inclusive em nosso lar(12). Agora aqui estamos, integrados à Missão do Grande Seta Branca. Somos também Jaguares, junto a vocês, Mestre Sol e Mestre Lua, Doutrinador e Apará...
Salve Deus.
Com carinho,
A Mãe em Cristo Jesus.
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Notas do Texto
(1)   Bacamarte - Antiga espingarda de cano curto e largo;
(2)   Verbena – Espécie de flor vermelha;

(3)   Madeixa – Porção de cabelo, mecha, trança;

(4)   Echarpe – Faixa de tecido que as mulheres usam como adorno;

(5)   Sirigaita – Mulher que sacoteia muito. Ladina. Tem resposta para tudo;

(6)     Chalana – Pequena embarcação de fundo chato, costados verticais, proa e popa finas e iguais, usada no tráfego de pequenos rios e igarapés;

(7)     Fidalgo – O Mentor Espiritual se apresentou ao casal com tipo de roupa (Indumentária) que lembrava Fidalgos na terra;

(8)     Pareciam bichos – Espíritos Sofredores adoecidos, deformados;

(9)     Fluídos – Fluído Magnético Animal, Força Vital, Ectoplasma;

(10)     Um certo lugar – Tiãozinho não citou o nome, mas, são vários “pontos” no espaço com esta função, no caso da “nossa região” atual, essa espécie de contato é realizada num local por nome “Pedra Branca”. Lá o Espírito recém desencarnado fica normalmente 07 (sete) dias, onde tem contato com imagens daquilo que fez e, sobretudo, do que deixou de fazer quando encarnado;

(11)     Plano de Readaptação – (Nosso Lar) Importante Casa Transitória do Mundo Espiritual, similar ao Canal Vermelho (Plano de Readaptação). Há inclusive uma obra literária muito conhecida, sob o mesmo nome, editada por Francisco Cândido Xavier, ditada pelo Espírito André Luiz;

(12)     Tiãozinho e Justininha – Com o início da missão de Tia Neiva, Tiãozinho recebeu incumbências junto a ela, principalmente devido aos laços espirituais que os unem há séculos. Manifestava-se através da Clarividente de maneira alegre e simples, falando numa linguagem natural do interior de Mato Grosso, aparentemente simplório. Todos ficavam à vontade e ele alegremente ia proporcionando Mensagens, profundas lições de amor, batendo palmas, manipulando... Em Capela (*) seu nome é STUART, um Engenheiro Sideral. Tem o Comando de sua própria Nave (**) e é responsável pela “Torre de Desintegração”(***). A história registrada nesta pequena obra, narra sua última encarnação neste planeta, quando reencontrou-se com Justininha, sua Alma Gêmea, e pouco tempo depois do casamento, morreram afogados no naufrágio de uma balsa.

(*) Capela – Planeta Mãe, Origem;
(**) Nave – Nave que vem de Capela (Amacês, Estufas, Chalanas);
(***) Torre de Desintegração – Localizada “num ponto do espaço”, onde tanto os Espíritos (Capelinos) quanto suas naves, por ali passam, desintegram sua condição molecular natural, passando para “Matéria Etérica”, assim operando entre nós.


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O rosário de Pai João

O rosário representa uma corrente, com pedras unidas, e no Templo do Amanhecer podemos ver, sobre os Tronos Amarelos, preso ao teto, o Rosário de Pai João, em que cada uma das contas representa um elemento da Falange dos Enoques, formando a Corrente dos Abnegados Pretos Velhos.


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Povo das Águas

Com muito poder e muita ternura, esses grandiosos espíritos que formam um Raio de Olorum (*) - o Povo das Águas - fazem a limpeza das auras e o fortalecimento dos plexos, equilibrando-os, além do trabalho desobsessivo.
Dividem-se em três categorias:
o Povo de Cachoeira, que habita nas cachoeiras e corredeiras das águas;
as Sereias, que habitam os rios e lagos de água doce; e
o Povo das Águas, que vive nos mares e oceanos.
Todos estão sob o comando de Mãe Yemanjá e fazem poderosas manipulações na força das contagens e nos trabalhos da Estrela Candente. Somente após a sua Elevação de Espadas tem o médium condições para manipular a energia projetada por este Povo.
  • “Mestres Luas, Aparás, vejam a maravilha que está acontecendo naquela Estrela Candente! Uma maravilha deste século - as Sereias! Elas não falam. Só emitem ectoplasma, só emitem Luz. Elas não vêm para orientar o Homem em sua conduta. Elas já encontram todos com uma conduta perfeita... Assim somos nós, Aparás!”
(Tia Neiva, 27.6.76)


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Pedra Branca

Após desencarnar, depois de retirar todo o magnético animal do corpo, o espírito é levado, por força magnética, para o primeiro ponto de contato com o Plano Espiritual: Pedra Branca, onde ficará por tempo correspondente a sete dias terrestres.
Pedra Branca é um local onde estão muitos espíritos, na mesma situação de desencarnados, mas não se vêem, isolados totalmente uns dos outros pelo neutrom, ocasionalmente ouvindo vozes, sermões e mantras, muitos sem terem consciência de seu estado de desencarnado.
Ali, o espírito tem oportunidade de fazer reflexões, avaliar sua encarnação como se, em uma tela projetada em sua mente, passasse toda a sua jornada detalhadamente. Vê as oportunidades que lhe foram dadas; as boas ou más coisas que fez;  o que havia se comprometido a fazer, antes de reencarnar, e o que cumpriu; o que deixou de fazer!
Exceto para espíritos de maior grau de evolução, ao sair de Pedra Branca, após o sétimo dia terrestre,  o espírito necessita energia animal, para prosseguir até o Canal Vermelho (*), e isso é obtido por sua condução à Mesa Evangélica.
Um depoimento prestado por um recém-desencarnado é muito ilustrativo: veja em DESENCARNE.
Existe um ponto, junto a Pedra Branca, para onde são conduzidos espíritos desarmonizados e que precisam recordar sua jornada: Atalaia (*)
  • “De fato, Tia, tentei me levantar de Pedra Branca, de onde estava, mas acredito que nem o super-homem o conseguiria.
Foi então que me passaram pela mente minhas faltas, na concentração daqueles dias. Senti imensa frustração pelo que havia feito.
Interessante, Tia, que eu não senti tanto pelo que fiz, mas, sim, pelo que deixei de fazer. Quantas pessoas a quem deixei de ajudar, e as quais desprezei!
Ia deixar, agora, a Pedra Branca, porque foram sete dias dentro de mim mesmo.”
(Tia Neiva, 30.11.75)


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Padrinho

Tia Neiva dizia ser a mãe do Doutrinador, logo, como pai, embora com a polaridade negativa de Ajanã, está, neste planeta, o padrinho, cuja principal função é a de substituir a figura paterna, tornando-se um espelho para aquele que lhe coube como afilhado, dando exemplo dignificante por sua conduta doutrinária e consciência desta função.
Quando um espírito se compromete com outro como padrinho, ele tem a responsabilidade de levar o amor e a evolução àquele afilhado, principalmente pela harmonia e dedicação nos trabalhos da Doutrina do Amanhecer.
O padrinho tem como função a proteção e a manipulação de forças que estão agregadas em um feixe especial, que incide no plexo solar do afilhado, proporcionando a este as condições para maior harmonia e perfeito equilíbrio de sua energia mental.
Para isso, porém, o Ajanã padrinho tem que estar em ampla sintonia com os seus próprios Mentores, o que exige a correta conduta doutrinária e a permanente busca de conhecimentos e da manipulação de forças, o que irá proporcionar a formação de forte elo com seu afilhado Doutrinador, construindo verdadeira couraça protetora das ações de cargas negativas e de irmãozinhos das Trevas.
O padrinho deve estar, permanentemente, em perfeito equilíbrio com seu afilhado, gerando, entre eles, correntes energéticas de forças centrífugas e centrípetas, que criam movimentação dos campos magnéticos, ampliando a movimentação dos vórtices dos chakras, propiciando renovação das forças vitais e extracósmicas, atuando diretamente na potencialidade do padrão vibratório tanto do padrinho como de seu afilhado.
Com o feixe energético positivo do Doutrinador e o negativo de seu padrinho Ajanã, é composta corrente desobsessiva de elevada intensidade, capaz de alcançar e influir beneficamente em entidades do Vale das Sombras, mesmo nas de grande hierarquia, conseguindo grandes libertações de espíritos cativos em cavernas.
Não sofre qualquer interferência dos espíritos das Trevas aquele que está sob a guarda de seu padrinho, porque é formada uma proteção magnética que permite o total isolamento dos dois, juntando seus campos magnéticos e vibrando o amor luminoso, em harmonia como seus Ministros e Cavaleiros.
O padrinho tem que ter consciência de que deverá estar apto a completar o grande feixe de forças necessárias para a evolução e condução de um espírito a caminho de Deus, o Doutrinador que lhe foi confiado.
O padrinho de um Arcano deve ser do mesmo Adjunto de origem. Caso não o seja, deixará de emitir com o Ministro anterior e passará a emitir no Ministro do afilhado.
  • “As lutas, as constantes guerras dos exus, eguns, são terríveis.
Existem espíritos que já subiram para o sono cultural, isto é, tiveram a graça de serem retirados das Trevas por um padrinho.
Sim, quando estamos em dificuldade, chamamos por nosso padrinho e ele, somente ele, pela graça de Deus, pode colocar seu afilhado no grau de sua evolução.
Devemos admitir, então, que entre o afilhado e seu padrinho tudo pode acontecer. Tudo, inclusive uma mudança estrutural benéfica.” (Tia Neiva, 14.8.84)


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O Aledá

O Aledá, no Templo, é a parte posterior da Pira, onde mestres e ninfas fazem entrega das forças por eles trazidas da Estrela Candente e  do Quadrante, e é onde Pai Seta Branca incorpora para dar sua bênção. Ali fica o comando do trabalho do Leito Magnético. Também é no Aledá que se fazem outras consagrações, tais como Elevação de Espadas e de Centúria e os Casamentos. O cortejo da Cruz do Caminho por ali passa, e a Divina é coberta com o véu e recebe as atacas, passando a receber a projeção de Mãe Yemanjá.
É, também, Aledá um ponto de concentração e cruzamento de forças, onde o Jaguar manipula as energias de que dispõe, e corresponde a um altar. No Aledá o Jaguar recebe as  forças de seu Povo, de seu
Ministro, de sua Princesa, de seu Cavaleiro e, se for  uma ninfa, de sua Guia Missionária e de sua falange missionária. No Aledá foram feitos os velórios de Tia Neiva (14 e 15 de novembro de 1985) e do Trino Arakém, Mestre Nestor (2 e 3 de outubro de 2004 ).
O Aledá é o ponto de encontro com a Espiritualidade, como se transmitisse, para si e para o seu lar, o poder de uma cassandra (*). Pela sintonia e harmonia, o Jaguar forma o seu Aledá emitindo, nos horários precisos - 12, 15 e 20 horas:
O SENHOR TEM O SEU TEMPLO EM MEU ÍNTIMO! NENHUM PODER É DEMASIADO AO PODER DINÂMICO DO MEU ESPÍRITO! O AMOR E A CHAMA BRANCA DA VIDA RESIDEM EM MIM!
Aplicando esta chave, recebe toda a energia que merece, projetada pela Amacê da Estrela Candente (*), mantendo-o como um Sétimo do Reino Central.
Para o Aledá em seu lar, deve escolher  local tranqüilo, fora de um dormitório, onde o mestre ou a ninfa possa se concentrar e trabalhar quando  necessário.
Pela grande concentração de forças que pode alcançar em seu Aledá, o Jaguar pode fazer manipulações de energia em seu próprio benefício ou de irmãos encarnados ou desencarnados, inclusive fluidificar a água.
Todavia, o primeiro e principal Aledá deve ser erguido no coração do Jaguar, com amor, humildade e conduta doutrinária (*), para que possa ter condições de manipular eficazmente todo o poderoso feixe de energias que a Espiritualidade coloca a seu dispor, para atender na Lei do Auxílio.
No Aledá pode-se fazer o ponto de força  conforme explicação de Koatay 108: “Ponha uma toalha branca em uma mesa, acenda uma vela, ponha um copo de água , seu talismã, sua cruz e um pequeno defumador. Faça a Prece de Simiromba, sentindo com amor a presença dos Mentores e, em Jesus, processe a sua cura, a cura desobsessiva.(...) Se coloque neste pequeno ritual e faça sua cura. Se um Preto Velho quiser baixar, poderá fazer o seu Aledá. Agradeça a Deus, com amor!” (Tia Neiva, 13.10.83)
“Se eu tiver - EU - 7 Raios na Linha de Koatay 108, em minha linha decrescente autorizada, crio, aos poucos, a minha estação, o QUE É MEU, o que cabe, por Deus, aos meus esforços, ao meu amor, ao meu plexo em harmonia. Isto é o meu pequeno ALEDÁ, que servirá aos meus dependentes num mesmo conjunto de forças.
Um só Aledá, de pequenas estações, na proporção do meu amor e na harmonia dos três reinos de minha natureza, que é o meu SOL INTERIOR. Na conjunção de um Adjunto, vou também emitindo e edificando a minha estação, o meu Aledá.
Por que - podem perguntar - somente um Adjunto consagrado em seu povo decrescente? Porque somente um povo decrescente consagrado em uma força  poderá emitir a sua energia no que É SEU! Digo, no posto, na legião originalizada, na amplidão do que é seu, o seu Aledá, o seu Terceiro Sétimo.” (Tia Neiva, 9.10.79)


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Mãe Yara

Mãe Yara
“Mãe Yara é um grandioso espírito de Luz que teve importância fundamental desde as primeiras manifestações mediúnicas de Mamãe, e é a responsável pelo desenvolvimento dos Doutrinadores. Inicialmente, usava uma roupagem de uma encarnação milenar, na qual havia ficado paralítica. Apresentava-se em uma cadeira de rodas, como uma senhora de porte elegante, muito digna, que logo de início cativou Mamãe, inspirando a confiança, de que tanto necessitava, naqueles primeiros anos de compreensão dos fenômenos mediúnicos, que a levariam à descoberta de sua missão. Em seu conflito, Mamãe – que ainda não aceitava a vidência – passou a interessar-se pela linda senhora, a quem carinhosamente chamava de “Senhora do Espaço”. Estabelecido interesse, Mãe Yara passou a narrar uma das suas encarnações, com o nome de Adelina, passando grandes lições, que muito vieram contribuir em seu desenvolvimento mediúnico. Mais tarde, revelou que era alma gêmea do grande Cacique Tupinambá (Pai Seta Branca) e hoje, sem dúvidas, podemos considerá-la a “Madrinha do Doutrinador”.
“Calma, Neiva! Não se esqueça de que, na vida, quando você está esperando o Céu, a Terra está esperando por você. Sim, filha, antes de você subir ao Céu, terá que baixar na Terra. Não queira que as pessoas pensem como você. Seja imparcial no seu raciocínio e nada aceite sem entender. Não se esqueça de que ninguém possui a verdade total!” (Mãe Yara)


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Abertura dos trabalhos

A Abertura da Corrente Mestra e dos Retiros e Trabalhos Oficiais está no Livro de Leis. Ressalte-se, apenas, a importância do fiel cumprimento dos horários, e, especialmente, a poderosa energia que é trazida pela Corrente Mestra, destinada à perfeita realização de todos os trabalhos.
A preparação do médium é, não raro, confundida com “abertura” do trabalho. Sempre que houver uma reunião de mestres e/ou ninfas para tratar de assuntos doutrinários, ou para a execução de um trabalho especial, deve-se ter o maior cuidado com a sua abertura. No Livro de Leis temos as CHAVES para abertura e encerramento dos trabalhos, que devem seu usadas com precisão. Iniciando, antes de se fazer uso de uma chave, deve-se proceder à harmonização do grupo, acalmando os ânimos e buscando a ligação com os Mentores de cada um, pela mentalização, pelas palavras apaziguadoras e direcionamento das energias mentais de cada um dos presentes para o equilíbrio do grupo.
Caso não seja preciso usar uma chave de abertura de trabalho, de qualquer forma uma abertura se faz com a harmonização e emissão de um a três dos participantes e, pelo menos, um Pai Nosso. Com isso se consegue erguer eficaz proteção magnética para o grupo, além de reforçar a presença dos Mentores para iluminação do evento.
Ao terminar, procede-se ao encerramento, com agradecimento por tudo que foi recebido e transmitido. Pode, conforme a situação, ser feita uma Contagem ou a Prece de Simiromba, com três elevações, ou, se for o caso, usar apenas a chave para o encerramento.
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Explicação sobre Mantras



Nas antigas tradições orientais já se sabia que o fundamento de qualquer trabalho mediúnico é o controle e a manipulação da força mediúnica, o que caracteriza a maior ou menor capacidade do médium de se colocar a serviço da espiritualidade, que é obtido e facilitado através da melodia harmoniosa.

MANTRAS – A energia mental alimenta a força mediúnica através de movimentos e sons, normalmente cadenciados e ritmos, de origem transcendental, denominados mantras composto este termo por dois elementos: man =  mente + tra = libertação.
Na doutrina do amanhecer, com a corrente indiana do espaço e as correntes brancas do oriente maior, é usada a musica em forma de mantras, que exerce efeito muito poderoso sobre a consciência, o espírito e o padrão vibratório, com reflexos no equilíbrio do plexo físico. Nos diversos trabalhos são emitidos mantras que modificam as energias dos pacientes pela vibração cantada, emissão de ectoplasma animal pelos mestres e ninfas presentes.

O mantra é como um espelho da ressonância cósmica. O melhor exemplo é no trabalho de imantração (Imantação), quando um grupo de missionárias percorrem o interior do templo, todas emitindo mantras que vão descarregando cargas negativas dos pacientes, ao mesmo tempo desimpregnando as paredes, as colunas e todas as superfícies da estrutura do templo, libertando irmãozinhos que ficaram ali presos por não terem recebido a forca suficiente para seus encaminhamentos.



        Quando fala ou canta um mantra, o médium emite uma carga de ectoplasma, criando condições para que sua mente receba em troca, através do seu Eixo Solar (*), uma energia cristica que lhe permita acesso a estados extraordinários de consciência.

Como auxiliar na meditação, o volume deve ser baixo, e ir diminuindo na medida em que se consegue penetrar na mente.

O mantra ajuda o relaxamento profundo e aguça a percepção. Cada palavra usada em um mantra desperta um significado ou um símbolo na consciência, e vai concentrando a atenção do médium, que cada vez mais penetra no plano espiritual.   
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Irmã Lívia

   




   Segundo explicação de Tia Neiva, Irmã Lívia é uma missionária que se destinou a cuidar, em seu albergue espiritual, nos limites com o Vale das Sombras, dos Jaguares recém-desencarnados, recebendo-os quando chegam da Terra, em seus primeiros impactos nos mundos espirituais.
   Com estreita ligação com o grande Oráculo de Simiromba, Irmã Lívia se desdobra no atendimento aos mais necessitados, como se pode ver na História de Ditinho, em seu albergue, onde uma poderosa barreira magnética detém os Bandidos do Espaço.
   Ao lado de outras irmãs missionárias, Irmã Lívia se desloca nas grandes amacês, buscando a energia de nossa Estrela Candente, principalmente captando os fluídos ectoplasmáticos evangélicos que são emanados pelas emissões e cantos dos Jaguares, que dão suas procedências e doutrinam, mesmo inconscientes, especialmente depois de 1982, quando realizamos o 1º Ciclo Iniciático do Jaguar a Caminho de Deus.
   Koatay 108 nos revelou que, em 1967, teve o seu primeiro encontro com Irmã Lívia. Em aula de 21-12-1980, Tia Neiva nos informou que o Albergue de Irmã Lívia tem tudo que a gente precisa, e é do tamanho do Vale do Amanhecer.
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História de Aragana - Texto

História de Aragana - Texto

Retirado do livro de Leis
(Trabalho de prisioneiros)

Texto

Páginas:1
Tamanho: 30 kb
Formato: .doc





Senha: acervodoutrinario





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Estudo sobre o Vale feito pelo Padre César - Texto


           O Padre José Vicente César foi um estudioso da Doutrina do Amanhecer, acompanhando de perto os trabalhos de Tia Neiva, participando de reportagens e avaliações desde o início do Vale do Amanhecer, fazendo observações criteriosas e pertinentes não só em publicações no Brasil como no exterior, principalmente na Alemanha.
Os trabalhos do Pe. César foram importante veículo para propaganda das atividades do Vale, embora fazendo algumas conotações não muito apropriadas, uma vez que se basearam em premissas não corretas, deixando de fora algumas observações importantes sobre as atividades e trabalhos do corpo mediúnico, bem como aspectos da própria filosofia doutrinária.





Texto


Páginas: 112
Tamanho: 19.73 mb
Formato: .doc







Senha: acervodoutrinario
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Acervo Doutrinário - Clarividente - Tia Neiva - Vale do Amanhecer - Vol. I e Vol. II

Informações:

Acervo feito pelo Adjunto Yumatã Mestre Caldeira na sua experiência com
a Tia Neiva.

É necessário o Adobe Reader instalado para a visualização.
Hospedado no 4shared.


Acervo Doutrinário - Clarividente - Tia Neiva - Vale do Amanhecer - Vol. I
Tamanho: 11,295 KB



Acervo Doutrinário - Clarividente - Tia Neiva - Vale do Amanhecer - Vol. II
Tamanho: 9,577 KB

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